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Fazer a minha parte sem ser arrastada

4 de out.
2 min de leitura

Nas últimas aulas da minha turma de Vedanta, a proposta foi escrever o Sankalpa, a intenção clara e precisa que vai guiar o próximo período de estudos, depois que terminamos a Gita. Ouvir o Sankalpa dos colegas e perceber as mudanças que cada um teve na vida me mostra por que essa troca importa tanto.


Um Sankalpa preciso importa porque o estudo não é um conhecimento vazio. Ele precisa ser aplicado nas nossas vidas. O estudo de Vedanta com o professor Jonas Masetti é justamente isso: levar para fora da sala de aula aquilo que compreendemos, para viver melhor a família, a sociedade, o momento em que estamos. Ter um Sankalpa ajuda a colocar foco naquilo de que preciso agora.


Na prática, hoje consigo me responsabilizar por mim, sem colocar a culpa em ninguém. Minha vida, minhas escolhas, o lugar, as pessoas e as situações são os necessários para mim. Quando vivo e faço a minha parte, Deus me coloca exatamente onde preciso estar. Vivo com fé cada momento.


Quando algo difícil aparece, eu paro, ajusto o meu caminho e me alinho com o meu Dharma. No fim do ano passado, tive um momento bem complicado e desafiador. Consegui tomar decisões por mim. Não fiquei pessoalizando a dor. Chorei quando fiquei triste, senti raiva por passar por momentos desafiadores, mas eu sabia que era aquele momento. Vivi o que precisava ter vivido, a dor e o amor, diminuindo o julgamento e abraçando a experiência.


A mente continua com a tendência de remoer, culpar, vitimizar. Eu olho para a mente e fico consciente dela, sem cair nas mentiras que ela conta. E quem é esse que olha? Não é possível explicar, mas, é um estado de consciência, de presença, um eu que está além dos pensamentos e sensações: o Atma, esse Eu que É. No momento em que me torno consciente de quem eu acho que sou, de todas as identificações, desse eu de agora, o personagem, tudo muda.


Isso não é fingir. Uma das coisas que Swami Dayananda fala é: finge o comportamento até conseguir agir de acordo. Mas acredito que é mais complexo que isso. Por isso as terapias, o yoga e as práticas emocionais ajudam a liberar, para que eu consiga agir de uma forma genuína. E o genuíno, para mim, é esse lugar de consciência: saber que estou fazendo aquilo que consigo agora e que, se erro, também é parte da história que recebi de presente de Deus.


Paro de ser arrastada. Vivo aquele momento da melhor forma que consigo e, como um sábio, busco melhorar para a próxima experiência que terei, boa ou ruim, apenas uma experiência.


Com amor e presença,

Vanessa Cedro

Professora de Yoga e Terapeuta Integrativa

“Encontre o Ser Livre e Feliz que há em ti.”



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